Há muito tempo atrás deixei aqui uma pérola da Mediamarkt. Há uns dias fui lá novamente comprar já não sei bem o quê, e dei com outra que merece destaque.
Ponto um, não é "a Sapo", é "o SAPO". Tudo bem que o batráquio dos anúncios não tem pilinha mas mesmo assim, e a julgar pela quantidade de modelos que atrai, parece-me macho o suficiente.
Ponto dois, desde quando é que o SAPO vende embalagens com créditos de Skype?
Update: Ponto três, é InterNet. Perdi toda a legitimidade ao ver tudo menos o mais mais flagrante. (thanks kramer)
Há muitas coisas que me irritam. Agora que sou Pai e que tenho muito menos tempo para humm desperdícios de tempo, tornei-me mais objectivo e menos tolerante, ou numa palavra só, tornei-me um chato. Poderia falar de irritações banais, daquelas que temos na ponta da língua, do fumo nos locais públicos e da não lei do tabaco que o governo (não) aprovou, ou do barulho dos sacos de plástico dos supermercados, ou da falta de senso de humor das pessoas, etc, etc., mas não.
Reflectindo, o que realmente mais me irrita neste momento da minha vida em que o silêncio é ouro e em que sou indirectamente obrigado a ver horas e horas de canal Panda e outros que tal, é o que as televisões fazem nos intervalos dos programas: subir significativamente o volume de som da transmissão, sem modos nem pezinhos de lã. Começam os anúncios e lá vem o basqueiro.
Isto é pior do que os tempos da idade média da Internet, dos popups e dos anúncios com som, da ausência de opt-in ou opt-out, dos banners que ocupavam 3/4 das páginas e dos skyscrappers (a minha designação de formato de banner favorita, de longe). Está um gajo a tentam adormecer a bebé, ou a jantar sossegado com a família e lá vem o furacão. "Epá!!! Fomos atingidos por um intervalo na televisão!! Desliga, desliga!". Muito mau.
Curiosamente não se fala muito nisto. É daquelas coisas que comentamos com os amigos, concordamos que não é normal, mas ficamos sempre na dúvida se o problema não será nosso. Porque será? Estive a pesquisar e encontrei alguns artigos que provam que eu não me tornei hipersensível ao som (DN, msnbc, out-law). Não eu não estou maluco. As televisões (e começo a questionar se as rádios também não estarão tentadas) fazem isto intencionalmente e sem vergonha nenhuma, e generalizou-se. E é admirável como é que, quando questionadas, as televisões têm a lata de mandar a bola para canto com um insultuoso "asseguramos que a estação cumpre as recomendações internacionais da EBU (European Broadcasting Union)".
Os reguladores deviam olhar para estes abusos com olhos de ver, ou melhor, com ouvidos de ouvir. E seria interessante que uma publicação qualquer tivesse a coragem de expor isto a uma escala que ecoasse com potência na sociedade consumidora de televisão (da qual me quero divorciar o mais rapidamente possível, diga-se). Por razões óbvias não espero que uma televisão o faça, mas um Sol ou um Expresso, ou um Público, e que tal ?
Se hoje estiverem no Porto ou por perto, e estiverem na dúvida (e claro, se ainda houverem bilhetes), não estejam. Vão. Qualidade garantida e um grande concerto, como sempre. Já os vi umas 5 vezes ao vivo e é impressionante como é que me surpreendem sempre. É daquelas bandas que não brinca, profissionalismo e perfeição acima de tudo, e que apesar de não terem ainda trabalhos novos para apresentarem nunca tocam a mesma música da mesma forma, é sempre uma agradável surpresa ver como é que rebentam o Coliseu com uma nova variante de Mezzanine. E que sonho ouvir aquela voz da Elizabeth Fraser (que veio) a cantar Teardrop.
1. Your newborn baby had a rough night and you only slept 2 or 3 hours.
2. You finally ibrick an iphone, after 8 successful ones in the past 2 weeks, and from a close friend, and you don't have a clue about what happened.
3. You come home to distress with a major OSX upgrade and your backups disk died bad.
4. It's only Monday.
5. Less than two days later, a free software solution to unlock the imighty comes along.
Nesta altura fico sempre lamechas e meio estúpido mas a nostalgia faz parte da minha natureza, é difícil de evitar. Há 12 anos atrás eu, o Júnior, o João Luís, o Hélder, o Sérgio e o Fernando tivemos a brilhante ideia, sabemos hoje, de dar o pontapé de saída no batráquio na Universidade de Aveiro. Desde 1995 que eu não faço (quase) mais nada senão ajudar a tocar isto para a frente. Parece triste não é ? Mas não.
Já passei por todos os formatos e culturas possíveis que o SAPO pode ter e é com felicidade e satisfação que posso dizer que entre altos e baixos, bolhas e recessões, Brasil e PT, pessoas que entram e amigos que saem, este projecto é um grande desafio e me continua a dar um gozo enorme. Já sem festas no bar da associação da UA, com menos directas do que na João Crisóstomo e um entusiasmo já condicionado pelo estado adulto a que infelizmente cheguei é certo, mas está-se bem, muito bem.
Um destes dias tenho que perder um tempo e escrever uns posts, talvez em conjunto, em forma de história com os loucos e divertidos tempos dos primeiros anos do SAPO (e no fundo, da própria Internet em Portugal), para não se perderem essas memórias entre tanta tinta e exposição que o bicho tem hoje em dia. E se os restantes fundadores não se enfurecessem muito, tenho por lá umas fotos já meio gastas de uns certos jovens com umas grandes gadelhas e/ou com um ar de quem vai mudar o mundo, que valeria a pena divulgar só para soltar umas risadas
Um GPS pode dar imenso jeito. Eu que o diga que no outro dia andei uns 45 mins para trás no meio da serra por causa de um corte terrivelmente mal assinalado, ao belo estilo Português, para entrar na A1 ali ao pé da Batalha, até finalmente conseguir chegar a Fátima. Muitas marradas dei eu no volante, que irritação.
E ainda por cima estão tão baratos agora.
Mas o que é realmente lindo é viajar à noite na autoestrada do Algarve e ver os Ópeis Corsa todos e outros que mais, apinhados com a família e os brinquedos todos dos filhos a regressar de férias, com o seu GPS a brilhar orgulhosamente em cima do tablier, só para o show-off.
Não há nada de mal com um pouco de exibicionismo gratuito, mas se aquela malta toda precisa de um GPS para não se perder na A2, então os problemas destas famílias são realmente sérios e as suas poupanças não deviam ser gastas em gadgets, digo eu.
E aposto que tinham a senhora espanhola ligada aos berros, coitada, sempre a dizer "adelante por mas 150kms".
Starting Saturday, 9h25am I'll be sleeping less, just a couple of hours a night, I'll have to shift my daily work schedule from 10am-8pm to 8am-6pm, I'll have less time for non-professional and non-family tasks (like blogging or building arcade machine replicas), drama and moderation will be more part of my life, gray hair will predominate, I'll be "controlled" by womens (yes I know, aren't we all) and yet go figure: I'll be TWICE as HAPPY as I am now.