No shit sherlock. E anúncios de texto contextualizados nas inboxes do E-mail também dão peva by the way. O Gmail como fonte de receitas pela publicidade é mau, só para dar o exemplo mais conhecido. O "search" e derivados (contextos de pesquisa) são de longe os grandes vencedores. Há um motivo óbvio para isso, é o do que a contextualização e o processo de eleição é muito mais eficaz, tornando os anúncios muito mais relevantes, e porque por muito bem identificados que estejam para o average joe os anúncios se confundem (ou diluem, como preferirem) com os resultados da pesquisa. E nada disto é um acaso. E também não estou a dizer que seja mau, já agora.
Penso que isso precisa por posto no contexto certo. O que não funciona bem nesses sites em termos de receita são as campanhas pagas por click (CPC).
As campanhas por click só funcionam bem em páginas de saida, ou seja, aquelas que os utilizadores visitam por último antes de vazar dos sites, como por exemplo, páginas de download.
No entanto isso não significa que a publicidade nesses sites não pode ser rentabilizada de melhor forma, usando campanhas pagas por visualização (CPM) ou durante tempo determinado (patrocinios).
Normalmente este tipo de campanha não tem muito interesse para o pequeno anunciante, mas tem interesse para grandes empresas com orçamento para dessiminação de marca (vulgo branding).
Em tempo fiz essa optimização de pôr campanhas CPC em páginas de saida e deixar CPM para as outras e a receita média melhorou consideravelmente.
Foi só olhar para as estatísticas das páginas de saida. Mas nesses sites fica dificil saber quais são as páginas de saida.
Ultimamente tenho testado anuncios em RSS usando o Pheedo. Funciona razoavelmente, nada de mais, tenho taxas de clique de 0.1% e eCPM de USD $3, mas os anunciantes são grandes, tipo Adobe, pelo que não devem reclamar muito.
CPM também não funciona muito bem porque os anunciantes não gostam deste tipo de espaços. E como a performance, mesmo em CPM acaba por ser muito baixa, ves-te obrigado a baixar os preços dos espaços e muitas vezes tens o inventário às moscas. Olha para o Yahoo!, tem o maior inventário de CPM da net e não o conseguem preencher e rentabilizar.
Não digo que não possam ser feitas optimizações ou que em determinados tipos de sites funcione bem (ie: Homepages e sits de Notícias works) mas no caso específico dos sites de comunidade é mais dificil.
Penso que a deficiência está em quem gere o inventário e não necessariamente nos sites de comunidades.
Se o Yahoo apenas aposta em anúncios num determinado formato e posição nas páginas durante anos, não rende, mas também não mudam, a culpa é deles de não experimentarem modelos novos.
O Google usa a técnica de leilão holandês para determinar se vai mostrar anúncios de imagem por CPM ou de texto por CPC. Raramente ficam sem espaços para preencher. Sempre é melhor que a mesmice do Yahoo.
Se mesmo assim não funciona bem em alguns casos, têem de continuar a experimentar abordagens novas.
Já vi sites de comunidades que oferecem aos anunciantes a oportunidade de patrocionar comunidades por um valor fixo por tempo. Por exemplo, uma empresa de sapatilhas pode escolher patrocinar comunidades sobre desportos. Pagando um valor fixo por tempo, não consomem uma porrada de dinheiro ao anunciante e este consegue difundir a sua marca sem torrar dinheiro com excesso de page views.
Se há anunciantes que mesmo assim não estão interessados, penso que é importante escutar porquê. Não deve ser por falta de audiência.
Talvez seja por falta de qualidade do conteúdo. Nesse caso os sites de comunidades precisam estimular a melhoria da qualidade de alguma forma. Uma das formas que vi é a divisão de lucros. Assim se compensa os donos das comunidades a aprimora-las para atingir melhor qualidade, o quer que seja que isso quer dizer na pratica.
Resumindo, há que puxar pela cabeça e continuar a melhorar a eficiência dos investimentos nesses sites de comunidades, em vez de ficar meramente assumir que não rendem e desistir.
As campanhas por click só funcionam bem em páginas de saida, ou seja, aquelas que os utilizadores visitam por último antes de vazar dos sites, como por exemplo, páginas de download.
No entanto isso não significa que a publicidade nesses sites não pode ser rentabilizada de melhor forma, usando campanhas pagas por visualização (CPM) ou durante tempo determinado (patrocinios).
Normalmente este tipo de campanha não tem muito interesse para o pequeno anunciante, mas tem interesse para grandes empresas com orçamento para dessiminação de marca (vulgo branding).
Em tempo fiz essa optimização de pôr campanhas CPC em páginas de saida e deixar CPM para as outras e a receita média melhorou consideravelmente.
Foi só olhar para as estatísticas das páginas de saida. Mas nesses sites fica dificil saber quais são as páginas de saida.
Ultimamente tenho testado anuncios em RSS usando o Pheedo. Funciona razoavelmente, nada de mais, tenho taxas de clique de 0.1% e eCPM de USD $3, mas os anunciantes são grandes, tipo Adobe, pelo que não devem reclamar muito.
Tuesday, February 5. 2008 at 21:38 (Link) (Reply)
Não digo que não possam ser feitas optimizações ou que em determinados tipos de sites funcione bem (ie: Homepages e sits de Notícias works) mas no caso específico dos sites de comunidade é mais dificil.
Tuesday, February 5. 2008 at 22:02 (Reply)
Se o Yahoo apenas aposta em anúncios num determinado formato e posição nas páginas durante anos, não rende, mas também não mudam, a culpa é deles de não experimentarem modelos novos.
O Google usa a técnica de leilão holandês para determinar se vai mostrar anúncios de imagem por CPM ou de texto por CPC. Raramente ficam sem espaços para preencher. Sempre é melhor que a mesmice do Yahoo.
Se mesmo assim não funciona bem em alguns casos, têem de continuar a experimentar abordagens novas.
Já vi sites de comunidades que oferecem aos anunciantes a oportunidade de patrocionar comunidades por um valor fixo por tempo. Por exemplo, uma empresa de sapatilhas pode escolher patrocinar comunidades sobre desportos. Pagando um valor fixo por tempo, não consomem uma porrada de dinheiro ao anunciante e este consegue difundir a sua marca sem torrar dinheiro com excesso de page views.
Se há anunciantes que mesmo assim não estão interessados, penso que é importante escutar porquê. Não deve ser por falta de audiência.
Talvez seja por falta de qualidade do conteúdo. Nesse caso os sites de comunidades precisam estimular a melhoria da qualidade de alguma forma. Uma das formas que vi é a divisão de lucros. Assim se compensa os donos das comunidades a aprimora-las para atingir melhor qualidade, o quer que seja que isso quer dizer na pratica.
Resumindo, há que puxar pela cabeça e continuar a melhorar a eficiência dos investimentos nesses sites de comunidades, em vez de ficar meramente assumir que não rendem e desistir.
Tuesday, February 5. 2008 at 23:11 (Link) (Reply)
Tuesday, February 12. 2008 at 18:45 (Reply)
Saturday, February 16. 2008 at 21:59 (Reply)