O que mais me irrita
September 29, 2007
Há muitas coisas que me irritam. Agora que sou Pai e que tenho muito menos tempo para humm desperdícios de tempo, tornei-me mais objectivo e menos tolerante, ou numa palavra só, tornei-me um chato. Poderia falar de irritações banais, daquelas que temos na ponta da língua, do fumo nos locais públicos e da não lei do tabaco que o governo (não) aprovou, ou do barulho dos sacos de plástico dos supermercados, ou da falta de senso de humor das pessoas, etc, etc., mas não.
Reflectindo, o que realmente mais me irrita neste momento da minha vida em que o silêncio é ouro e em que sou indirectamente obrigado a ver horas e horas de canal Panda e outros que tal, é o que as televisões fazem nos intervalos dos programas: subir significativamente o volume de som da transmissão, sem modos nem pezinhos de lã. Começam os anúncios e lá vem o basqueiro.
Isto é pior do que os tempos da idade média da Internet, dos popups e dos anúncios com som, da ausência de opt-in ou opt-out, dos banners que ocupavam 3/4 das páginas e dos skyscrappers (a minha designação de formato de banner favorita, de longe). Está um gajo a tentam adormecer a bebé, ou a jantar sossegado com a família e lá vem o furacão. "Epá!!! Fomos atingidos por um intervalo na televisão!! Desliga, desliga!". Muito mau.
Curiosamente não se fala muito nisto. É daquelas coisas que comentamos com os amigos, concordamos que não é normal, mas ficamos sempre na dúvida se o problema não será nosso. Porque será? Estive a pesquisar e encontrei alguns artigos que provam que eu não me tornei hipersensível ao som (DN, msnbc, out-law). Não eu não estou maluco. As televisões (e começo a questionar se as rádios também não estarão tentadas) fazem isto intencionalmente e sem vergonha nenhuma, e generalizou-se. E é admirável como é que, quando questionadas, as televisões têm a lata de mandar a bola para canto com um insultuoso "asseguramos que a estação cumpre as recomendações internacionais da EBU (European Broadcasting Union)".
Os reguladores deviam olhar para estes abusos com olhos de ver, ou melhor, com ouvidos de ouvir. E seria interessante que uma publicação qualquer tivesse a coragem de expor isto a uma escala que ecoasse com potência na sociedade consumidora de televisão (da qual me quero divorciar o mais rapidamente possível, diga-se). Por razões óbvias não espero que uma televisão o faça, mas um Sol ou um Expresso, ou um Público, e que tal ?
Reflectindo, o que realmente mais me irrita neste momento da minha vida em que o silêncio é ouro e em que sou indirectamente obrigado a ver horas e horas de canal Panda e outros que tal, é o que as televisões fazem nos intervalos dos programas: subir significativamente o volume de som da transmissão, sem modos nem pezinhos de lã. Começam os anúncios e lá vem o basqueiro.
Isto é pior do que os tempos da idade média da Internet, dos popups e dos anúncios com som, da ausência de opt-in ou opt-out, dos banners que ocupavam 3/4 das páginas e dos skyscrappers (a minha designação de formato de banner favorita, de longe). Está um gajo a tentam adormecer a bebé, ou a jantar sossegado com a família e lá vem o furacão. "Epá!!! Fomos atingidos por um intervalo na televisão!! Desliga, desliga!". Muito mau.
Curiosamente não se fala muito nisto. É daquelas coisas que comentamos com os amigos, concordamos que não é normal, mas ficamos sempre na dúvida se o problema não será nosso. Porque será? Estive a pesquisar e encontrei alguns artigos que provam que eu não me tornei hipersensível ao som (DN, msnbc, out-law). Não eu não estou maluco. As televisões (e começo a questionar se as rádios também não estarão tentadas) fazem isto intencionalmente e sem vergonha nenhuma, e generalizou-se. E é admirável como é que, quando questionadas, as televisões têm a lata de mandar a bola para canto com um insultuoso "asseguramos que a estação cumpre as recomendações internacionais da EBU (European Broadcasting Union)".
Os reguladores deviam olhar para estes abusos com olhos de ver, ou melhor, com ouvidos de ouvir. E seria interessante que uma publicação qualquer tivesse a coragem de expor isto a uma escala que ecoasse com potência na sociedade consumidora de televisão (da qual me quero divorciar o mais rapidamente possível, diga-se). Por razões óbvias não espero que uma televisão o faça, mas um Sol ou um Expresso, ou um Público, e que tal ?
Prós e Contras
September 25, 2007
Uma nota positiva que aqui fica para um dos melhores Prós e Contras que vi nos últimos tempos, que falou de (novas) Tecnologias de Informação, empreendedorismo, I&D, e a relação entre as Universidades e o meio académico e as empresas, tudo temas que me fascinam mas que frequentemente vejo banalizados por pseudo-intelectuais e ditos entendidos na matéria, uns não sei quantos Zé Tim'O'Reillys que por aí andam e que intercalo entre vídeos dos Gato Fedorento nos meus momentos lúdicos. Os meus parabéns à produção pelo leque brilhante de convidados que conseguiram reunir, pela preparação que houve e pelo profissionalismo com que o programa foi conduzido. Muito bom.
No que diz respeito a tecnologia Portugal precisa definitivamente de um tom positivo e optimista sobre o que de melhor se faz neste País. E não é preciso empolar, o rol de startups, iniciativas e investimento em TI que se está a fazer em Portugal está à vista e é inegável e este programa soube mostrar isso muito bem. Abaixo o velho do restelo, falar é fácil, mas é de "fazer" que estamos a tratar.
Vou ver se saco vídeos disto porque vale a pena rever.
PS: Paulo Trezentos, és o meu herói.
No que diz respeito a tecnologia Portugal precisa definitivamente de um tom positivo e optimista sobre o que de melhor se faz neste País. E não é preciso empolar, o rol de startups, iniciativas e investimento em TI que se está a fazer em Portugal está à vista e é inegável e este programa soube mostrar isso muito bem. Abaixo o velho do restelo, falar é fácil, mas é de "fazer" que estamos a tratar.
Vou ver se saco vídeos disto porque vale a pena rever.
PS: Paulo Trezentos, és o meu herói.
Tags: prósecontras
SAPO Codebits
September 21, 2007
Finalmente. Após muitas semanas de preparação e o envolvimento e empenho de muitas pessoas eis que por fim estamos em condições de confirmar e divulgar o primeiro evento do SAPO completamente dedicado a programadores, hackers e webdesigners, ou genericamente falando talento de Internet em Portugal.
A inspiração no formato do Yahoo! Hackday é óbvia e é justo referi-la. O conceito apaixonou-nos desde o primeiro dia e tem tudo a ver connosco, e portanto tornou-se claro que iríamos fazer o possível e o impossível para tornar o sonho numa realidade. E cá está.
O Codebits vai-se realizar nos dias 13, 14 e 15 de Novembro na Gare do Porto de Lisboa. O local é lindíssimo (fotos em breve no Blog do evento) e o programa, as iniciativas e o espaço que estamos a montar vai fazer disto uma experiência inesquecível para qualquer participante, temos confiança.
O primeiro dia (13) vai ter o formato de conferência com oradores de renome ligados ao tema da programação e Internet, com uma ajuda inestimável da malta da SHiFT que já tem experiência neste departamento. Os dois dias restantes (14 e 15) vão ser dedicados a Workshops e ao concurso de programação/hacking propriamente dito, que é a alma deste evento. E mais, a agenda termina com um grande concerto de música, em grande. A banda divulgaremos em breve!
A inscrição e a participação são gratuitas. Infelizmente o espaço é limitado e só vamos conseguir "albergar" 400 participantes, pelo que vai existir um processo de selecção baseado nos dados fornecidos no registo e na ordem de chegada dos mesmos, por isso despachem-se. Quem lê este Blog, estará à partida muito bem posicionado.
Não posso terminar este post sem agradecer publicamente aos nossos parceiros, aos nossos amigos e ao nosso "advisory board" que nas últimas semanas nos têm ajudado a desenhar o SAPO Codebits e que partilharam connosco desde o primeiro dia do mesmo entusiasmo e excitação que nos invade a todos. Vocês sabem quem são.
E agora remeto-vos para o site oficial que ainda não tem muito informação mas aonde já se podem registar.Se têm um MacPodem subscrever o feed de iCalendar que vai ter o programa do evento.
Temos também um Blog que devem subscrever e no qual que esperamos contar com o vosso feedback. Vamos lá manter uma cadência elevada de novidades e detalhes até ao dia do evento.
Divulguem.
A inspiração no formato do Yahoo! Hackday é óbvia e é justo referi-la. O conceito apaixonou-nos desde o primeiro dia e tem tudo a ver connosco, e portanto tornou-se claro que iríamos fazer o possível e o impossível para tornar o sonho numa realidade. E cá está.
O Codebits vai-se realizar nos dias 13, 14 e 15 de Novembro na Gare do Porto de Lisboa. O local é lindíssimo (fotos em breve no Blog do evento) e o programa, as iniciativas e o espaço que estamos a montar vai fazer disto uma experiência inesquecível para qualquer participante, temos confiança.
O primeiro dia (13) vai ter o formato de conferência com oradores de renome ligados ao tema da programação e Internet, com uma ajuda inestimável da malta da SHiFT que já tem experiência neste departamento. Os dois dias restantes (14 e 15) vão ser dedicados a Workshops e ao concurso de programação/hacking propriamente dito, que é a alma deste evento. E mais, a agenda termina com um grande concerto de música, em grande. A banda divulgaremos em breve!
A inscrição e a participação são gratuitas. Infelizmente o espaço é limitado e só vamos conseguir "albergar" 400 participantes, pelo que vai existir um processo de selecção baseado nos dados fornecidos no registo e na ordem de chegada dos mesmos, por isso despachem-se. Quem lê este Blog, estará à partida muito bem posicionado.
Não posso terminar este post sem agradecer publicamente aos nossos parceiros, aos nossos amigos e ao nosso "advisory board" que nas últimas semanas nos têm ajudado a desenhar o SAPO Codebits e que partilharam connosco desde o primeiro dia do mesmo entusiasmo e excitação que nos invade a todos. Vocês sabem quem são.
E agora remeto-vos para o site oficial que ainda não tem muito informação mas aonde já se podem registar.
Temos também um Blog que devem subscrever e no qual que esperamos contar com o vosso feedback. Vamos lá manter uma cadência elevada de novidades e detalhes até ao dia do evento.
Divulguem.
Tags: sapocodebits
Devicescape
September 20, 2007
I was barking about the lack of support for automatic wifi authetication methods in the iPhone and these guys read my mind, completely. What a fantastic concept. And take a look at the devices they support and the private wifi networks social networking feature. Not to mention the very cool dns tunneling technique they use to get your credentials.
Tags: devicescape wifi
Massive Attack
September 18, 2007
Se hoje estiverem no Porto ou por perto, e estiverem na dúvida (e claro, se ainda houverem bilhetes), não estejam. Vão. Qualidade garantida e um grande concerto, como sempre. Já os vi umas 5 vezes ao vivo e é impressionante como é que me surpreendem sempre. É daquelas bandas que não brinca, profissionalismo e perfeição acima de tudo, e que apesar de não terem ainda trabalhos novos para apresentarem nunca tocam a mesma música da mesma forma, é sempre uma agradável surpresa ver como é que rebentam o Coliseu com uma nova variante de Mezzanine. E que sonho ouvir aquela voz da Elizabeth Fraser (que veio) a cantar Teardrop.
Tags: massiveattack
Planetas
September 16, 2007
Já só faltava eu falar sobre planetas.
Nunca os percebi. O meu agregador é o meu leitor de RSS e o meu planeta é a soma das minhas subscrições individuais. Claramente algo me estava a escapar (1).
Nos últimos tempos tenho falado com diversas pessoas sobre a utilidade e as mais valias dos agregadores públicos. Até aceitei um convite antigo e persistente para integrar um. Mas por muitas experiências que faça para tentar compreender o fenómeno aparente da popularidade dos mesmos, as minhas interrogações e as minhas convicções permanecem. Vejam comigo:
Para o subscritor.
1. Um planeta para mim só tem interesse se o tema que agrega for uma especialidade e se tiver critérios apertados de controle de qualidade. Por exemplo, eu assino o Planet Mysql e aquilo tem muita relevância para mim porque trata exclusivamente de artigos sobre Mysql e a sua nuvem de autores são na maioria contribuintes de código ou evangelistas reconhecidos do produto.
2. Qualquer planeta que agregue indiscriminadamente várias especialidades ou (pior) que as misture com autores de temas generalistas, fica automaticamente descaracterizado e tem ZERO interesse para mim, e atrevo-me a dizer, para a maioria das pessoas que conheço. Zero, nenhum, é lixo.
3. O volume de posts. Mais não é melhor. Quem acredita em planetas de volume devia primeiro fazer um pequeno estudo de comportamento de utilizadores de feeds de RSS. A tecla de shortcut que eu melhor conheço no NNW é sem margem para dúvidas a de marcar todo o feed como lido (é o maçã-K). Se eu conseguir resistir ao ímpeto de marcar como lido um feed de 50 posts no primeiro contacto, faço-o sem misericórdia quando encontro o primeiro post a falar de Scolari, é certinho.
Para o blogger:
A primeira ideia que nos vem à cabeça é que um blogger agregado num planeta tem como principal benefício uma maior divulgação dos seus conteúdos, e como tal, recebe mais tráfego de volta. E tendo em conta que uma página de um planeta, pelas características das relações que tem com outros sites, tem normalmente um bom ranking nos motores de pesquisa e usufrui também de alguns efeitos de networking, então mais tráfego é provavelmente o resultado.
Mas não me parece. Parece-me mais uma falácia e um ciclo viciado. Explico porquê:
1. Em primeiro lugar qualquer Blog que tenha como meio para atingir mais tráfego o de usar o networking ou SEO antes do primário investimento em qualidade, relevância ou importância do que lá escreve, está condenado ao esquecimento e a indiferença. Não há planeta ou técnica manhosa que o salve disto.
2. Quando o grupo é desigual os Blogs pequenos ganham mas o grandes perdem. Os pequenos ganham porque beneficiam da grandiosidade dos populares e os grandes perdem porque 1. o tráfego adicional que recebem nem lhes mexe no ponteiro 2. a sua imagem e prestígio ficam de certa forma comprometidos pela falta de qualidade e inutilidade (ou desenquadramento) dos restantes. Tal como na vida real, os grupos de amigos funcionam quando há interesses comuns e valores que se partilham e quando se sentem todos satisfeitos por estarem juntos, não há muita diferença. Não funciona.
3. Porque raio há-de alguém querer ter pessoas por perto que não se identificam com o que escreve? Que interesse para além da embriaguez da imediata grande divulgação do seu pequeno Blog poderá ter um autor em impingir diariamente os seus pensamentos a uma audiência que não se revê com o que diz? Ultrapassa-me.
E por isto continuo a não perceber a generalidade dos planetas dos quais tanto se fala. Claramente algo me continua a escapar (2).
Numa nota relacionada acresce-me dizer que me identifico com este famoso post da Joninhas que apanhei por aí, e que acho que em Portugual não há uma Blogesfera como os jornalistas gostam de designar mas sim um Blogouriço (TM), assim uma coisa mais ou menos redonda mas cheia de espinhos e irregularidades que podem doer muito se lhes tocarmos, mas que está longe de ser a distribuição perfeita e harmoniosa de energia que "esfera" implica.
Nunca os percebi. O meu agregador é o meu leitor de RSS e o meu planeta é a soma das minhas subscrições individuais. Claramente algo me estava a escapar (1).
Nos últimos tempos tenho falado com diversas pessoas sobre a utilidade e as mais valias dos agregadores públicos. Até aceitei um convite antigo e persistente para integrar um. Mas por muitas experiências que faça para tentar compreender o fenómeno aparente da popularidade dos mesmos, as minhas interrogações e as minhas convicções permanecem. Vejam comigo:
Para o subscritor.
1. Um planeta para mim só tem interesse se o tema que agrega for uma especialidade e se tiver critérios apertados de controle de qualidade. Por exemplo, eu assino o Planet Mysql e aquilo tem muita relevância para mim porque trata exclusivamente de artigos sobre Mysql e a sua nuvem de autores são na maioria contribuintes de código ou evangelistas reconhecidos do produto.
2. Qualquer planeta que agregue indiscriminadamente várias especialidades ou (pior) que as misture com autores de temas generalistas, fica automaticamente descaracterizado e tem ZERO interesse para mim, e atrevo-me a dizer, para a maioria das pessoas que conheço. Zero, nenhum, é lixo.
3. O volume de posts. Mais não é melhor. Quem acredita em planetas de volume devia primeiro fazer um pequeno estudo de comportamento de utilizadores de feeds de RSS. A tecla de shortcut que eu melhor conheço no NNW é sem margem para dúvidas a de marcar todo o feed como lido (é o maçã-K). Se eu conseguir resistir ao ímpeto de marcar como lido um feed de 50 posts no primeiro contacto, faço-o sem misericórdia quando encontro o primeiro post a falar de Scolari, é certinho.
Para o blogger:
A primeira ideia que nos vem à cabeça é que um blogger agregado num planeta tem como principal benefício uma maior divulgação dos seus conteúdos, e como tal, recebe mais tráfego de volta. E tendo em conta que uma página de um planeta, pelas características das relações que tem com outros sites, tem normalmente um bom ranking nos motores de pesquisa e usufrui também de alguns efeitos de networking, então mais tráfego é provavelmente o resultado.
Mas não me parece. Parece-me mais uma falácia e um ciclo viciado. Explico porquê:
1. Em primeiro lugar qualquer Blog que tenha como meio para atingir mais tráfego o de usar o networking ou SEO antes do primário investimento em qualidade, relevância ou importância do que lá escreve, está condenado ao esquecimento e a indiferença. Não há planeta ou técnica manhosa que o salve disto.
2. Quando o grupo é desigual os Blogs pequenos ganham mas o grandes perdem. Os pequenos ganham porque beneficiam da grandiosidade dos populares e os grandes perdem porque 1. o tráfego adicional que recebem nem lhes mexe no ponteiro 2. a sua imagem e prestígio ficam de certa forma comprometidos pela falta de qualidade e inutilidade (ou desenquadramento) dos restantes. Tal como na vida real, os grupos de amigos funcionam quando há interesses comuns e valores que se partilham e quando se sentem todos satisfeitos por estarem juntos, não há muita diferença. Não funciona.
3. Porque raio há-de alguém querer ter pessoas por perto que não se identificam com o que escreve? Que interesse para além da embriaguez da imediata grande divulgação do seu pequeno Blog poderá ter um autor em impingir diariamente os seus pensamentos a uma audiência que não se revê com o que diz? Ultrapassa-me.
E por isto continuo a não perceber a generalidade dos planetas dos quais tanto se fala. Claramente algo me continua a escapar (2).
Numa nota relacionada acresce-me dizer que me identifico com este famoso post da Joninhas que apanhei por aí, e que acho que em Portugual não há uma Blogesfera como os jornalistas gostam de designar mas sim um Blogouriço (TM), assim uma coisa mais ou menos redonda mas cheia de espinhos e irregularidades que podem doer muito se lhes tocarmos, mas que está longe de ser a distribuição perfeita e harmoniosa de energia que "esfera" implica.
Tags: planetas
Bad day
September 10, 2007
You know you're in a bad day when:
1. Your newborn baby had a rough night and you only slept 2 or 3 hours.
2. You finally ibrick an iphone, after 8 successful ones in the past 2 weeks, and from a close friend, and you don't have a clue about what happened.
3. You come home to distress with a major OSX upgrade and your backups disk died bad.
4. It's only Monday.
5. Less than two days later, a free software solution to unlock the imighty comes along.
I'm off to bed.
1. Your newborn baby had a rough night and you only slept 2 or 3 hours.
2. You finally ibrick an iphone, after 8 successful ones in the past 2 weeks, and from a close friend, and you don't have a clue about what happened.
3. You come home to distress with a major OSX upgrade and your backups disk died bad.
4. It's only Monday.
5. Less than two days later, a free software solution to unlock the imighty comes along.
I'm off to bed.
10 things I hate about the iPhone...
September 08, 2007
...that most people don't mention.
1. It has no fr*ak*ng 801.2X support. This means no corporate Wifi and in no transparent authentication in some public Wifi networks.
2. Again public Wifi networks. I think Apple should look into this carefully because it's all about ease of use and commodity. What's the point on having a gorgeous transition between GPRS/EDGE and Wifi if I'll be stuck in a crippled Hotspot HTML page to logon ? The Wifi alliance has some recommendations for smart clients (using meta information on the hotstop webpages) to automate the authentication process. You should look into this.
3. No .mac sync services. Finally a chance to give some meaning to a worthless service, but no, nothing. So much connectivity in a device and you still have to use the damned cradle to sync.
4. No vcard support in smses. Worse, if a vcard is received it goes straight to /dev/null. I can't even see the garbage. It just doesn't happen nor I'm notified.
5. Bluetooth sucks big time. Nothing but a bluetooth 2.0 headset is useful with an iPhone.
6. Magic. I hate magic. MobileMail.app likes it. Can I please please setup an account without SSL and have you not auto-magically try to use it and have me go through the enormous network timeouts before I can hit "save settings" ? thanks.
7. MobileSafari (and Safari 3) should have an API for offline storage and offline operations. It's a must.
8. The iTunes being progressively transformed into a media center causes me some confusion I must say. It aggregates my Music, my videos and now it substitutes the good old iSync for apple devices. Enough of this, I understand that Steve is having an hard trying to figure the new "i" ecosystem in OSX but while you don't turn iTunes into iFace or iMedia please try and keep some consistency between your options. For instance, iTunes let's me choose which photo albums I wan't in my iPhone but it doesn't sync back my camera photos into iPhoto. I have to load iPhoto to do that. Seems odd to me.
9. MobileCalendar.app uses my iCal subscriptions as static events, so they're not really live until the cradle comes along.
10. MobileMail.app doesn't have IMAP-IDLE. I guess this one is up for real soon though. The need for a permanent TCP connection will also probably require Apple to rethink the EDGE/GPRS/WIFI auto-transition thing. Also having MobileMail.app running constantly in memory may not be the best of options, some kind of middle agent may be needed I'm guessing. Also it seems that for technical reasons I can't explain HSDPA is best suited for this than the GPRS radio. However I must say that I live just fine with polling. Works much better than I expected, even with a gigantic mailbox like mine.
11. I cannot use the iPhone as an USB external disk drive. It has no disk mode like my good old 2G ipod (which I can boot OSX from, using firewire).
..just so you don't keep saying I'm love blinded by the iPhone's amazing features.
1. It has no fr*ak*ng 801.2X support. This means no corporate Wifi and in no transparent authentication in some public Wifi networks.
2. Again public Wifi networks. I think Apple should look into this carefully because it's all about ease of use and commodity. What's the point on having a gorgeous transition between GPRS/EDGE and Wifi if I'll be stuck in a crippled Hotspot HTML page to logon ? The Wifi alliance has some recommendations for smart clients (using meta information on the hotstop webpages) to automate the authentication process. You should look into this.
3. No .mac sync services. Finally a chance to give some meaning to a worthless service, but no, nothing. So much connectivity in a device and you still have to use the damned cradle to sync.
4. No vcard support in smses. Worse, if a vcard is received it goes straight to /dev/null. I can't even see the garbage. It just doesn't happen nor I'm notified.
5. Bluetooth sucks big time. Nothing but a bluetooth 2.0 headset is useful with an iPhone.
6. Magic. I hate magic. MobileMail.app likes it. Can I please please setup an account without SSL and have you not auto-magically try to use it and have me go through the enormous network timeouts before I can hit "save settings" ? thanks.
7. MobileSafari (and Safari 3) should have an API for offline storage and offline operations. It's a must.
8. The iTunes being progressively transformed into a media center causes me some confusion I must say. It aggregates my Music, my videos and now it substitutes the good old iSync for apple devices. Enough of this, I understand that Steve is having an hard trying to figure the new "i" ecosystem in OSX but while you don't turn iTunes into iFace or iMedia please try and keep some consistency between your options. For instance, iTunes let's me choose which photo albums I wan't in my iPhone but it doesn't sync back my camera photos into iPhoto. I have to load iPhoto to do that. Seems odd to me.
9. MobileCalendar.app uses my iCal subscriptions as static events, so they're not really live until the cradle comes along.
10. MobileMail.app doesn't have IMAP-IDLE. I guess this one is up for real soon though. The need for a permanent TCP connection will also probably require Apple to rethink the EDGE/GPRS/WIFI auto-transition thing. Also having MobileMail.app running constantly in memory may not be the best of options, some kind of middle agent may be needed I'm guessing. Also it seems that for technical reasons I can't explain HSDPA is best suited for this than the GPRS radio. However I must say that I live just fine with polling. Works much better than I expected, even with a gigantic mailbox like mine.
11. I cannot use the iPhone as an USB external disk drive. It has no disk mode like my good old 2G ipod (which I can boot OSX from, using firewire).
..just so you don't keep saying I'm love blinded by the iPhone's amazing features.
12 anos
September 05, 2007
Nesta altura fico sempre lamechas e meio estúpido mas a nostalgia faz parte da minha natureza, é difícil de evitar. Há 12 anos atrás eu, o Júnior, o João Luís, o Hélder, o Sérgio e o Fernando tivemos a brilhante ideia, sabemos hoje, de dar o pontapé de saída no batráquio na Universidade de Aveiro. Desde 1995 que eu não faço (quase) mais nada senão ajudar a tocar isto para a frente. Parece triste não é ? Mas não.
Já passei por todos os formatos e culturas possíveis que o SAPO pode ter e é com felicidade e satisfação que posso dizer que entre altos e baixos, bolhas e recessões, Brasil e PT, pessoas que entram e amigos que saem, este projecto é um grande desafio e me continua a dar um gozo enorme. Já sem festas no bar da associação da UA, com menos directas do que na João Crisóstomo e um entusiasmo já condicionado pelo estado adulto a que infelizmente cheguei é certo, mas está-se bem, muito bem.
Um destes dias tenho que perder um tempo e escrever uns posts, talvez em conjunto, em forma de história com os loucos e divertidos tempos dos primeiros anos do SAPO (e no fundo, da própria Internet em Portugal), para não se perderem essas memórias entre tanta tinta e exposição que o bicho tem hoje em dia. E se os restantes fundadores não se enfurecessem muito, tenho por lá umas fotos já meio gastas de uns certos jovens com umas grandes gadelhas e/ou com um ar de quem vai mudar o mundo, que valeria a pena divulgar só para soltar umas risadas
Já passei por todos os formatos e culturas possíveis que o SAPO pode ter e é com felicidade e satisfação que posso dizer que entre altos e baixos, bolhas e recessões, Brasil e PT, pessoas que entram e amigos que saem, este projecto é um grande desafio e me continua a dar um gozo enorme. Já sem festas no bar da associação da UA, com menos directas do que na João Crisóstomo e um entusiasmo já condicionado pelo estado adulto a que infelizmente cheguei é certo, mas está-se bem, muito bem.
Um destes dias tenho que perder um tempo e escrever uns posts, talvez em conjunto, em forma de história com os loucos e divertidos tempos dos primeiros anos do SAPO (e no fundo, da própria Internet em Portugal), para não se perderem essas memórias entre tanta tinta e exposição que o bicho tem hoje em dia. E se os restantes fundadores não se enfurecessem muito, tenho por lá umas fotos já meio gastas de uns certos jovens com umas grandes gadelhas e/ou com um ar de quem vai mudar o mundo, que valeria a pena divulgar só para soltar umas risadas
Tags: sapo
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